DESEJOS E ESCOLHAS
Explicar algumas coisas se torna difíceis quando se tenta fugir delas. Tentar não explicá-las se torna mais fácil e mais possível de se conviver com ela. Mas de certa forma é quase que impossível querer explicar o inexplicável. Na vida há acontecimentos, sentimentos e muito mais que é complexo explicar. Se entregar e sentir é o máximo que se pode fazer!!
Mas na esfera desses sentires é perigoso não viver e também viver. A escolha é algo fundamental a se fazer, é a possíbilidade do possível ou a impossibilidade do possível. Escolher é ser sujeito de sua história, é seguir um determinado caminho por vontade (mesmo que momentânea) própria, por se permitir ou não viver algo desejável. A visão humana é limitada e não nos dá a certeza do futuro, do o que esta escolha acarreta; no entanto prever é algo possível e o melhor de tudo....viver é a certeza de que quem protagonizou a história do ser foi ele/a próprio/a.
Realmente, se um dia de fato se descobrisse uma fórmula para todos os nossos desejos e caprichos - isto é, uma explicação do que é que eles dependem, por que leis se regem, como se desenvolvem, a que é que eles ambicionam num caso e noutro e por aí fora, isto é uma fórmula matemática exata - então, muito provavelmente, o homem deixaria imediatamente de sentir desejo. Pois quem aceitaria escolher por regras? Além disso, o ser humano seria imediatamente transformado numa peça de um orgão ou algo do gênero; o que é um homem sem desejos, sem liberdade de desejo e de escolha, senão uma peça num orgão? (Dostoievski)
Coincidências é uma proposta de expressar pensamentos diversos, de autores/as conhecidos e de gente anônima. É uma tentativa de encontrar caminhos para o refletir, o pensar, o sentir e viver. Seu conteúdo é parte de andanças individuais e coletivas, silêncios e gritos, pensamentos conscientes e inconscientes; por fim a proposta é apresentar idéias que foram semeadas e que sendo ou não propagadas foram e são pensamentos que flutuam através do livre ato de pensar.
lunes, 11 de mayo de 2009
sábado, 9 de mayo de 2009
ENSAIOS
Nem sempre a intenção vale a pena. Estar certo do que se diz, do que se pensa e se deseja é um passo para arriscar não errar. Arriscar não errar é um passo em busca da perfeição. A perfeição tal quel imaginamos não existe. A perfeição não existe pois somos seres humanos. Somos seres humanos pelo simples fato de sermos imperfeitos/as. Mas quem diz que essa tal perfeição é algo boa e desejável por todos/as?
Platão afirmava que o ser humano se completa a partir de dois pensamentos: o politico e o ético. Este tem uma alma que está dividida em 3 partes: os impulsos e desejos; valores e moral e por fim, a razão. Essa felicidade pode ser encontrada através da educação que favorece o bem viver entre o indivíduo e a sociedade. Aqui a filosofia se apresenta como uma posibilidade de provocar mudanças no ser humano, como um elemento que contribui para refletir sobre as palavras e ações humanas. Para ele a felicidade é uma contínua e eterna busca do ser e ela pode ser conquistada através do bem.
Na verdade se paramos para pensar a felicidade está dentro de cada ser, de cada homen e de cada mulher. Conquista que vem de dentro, de se libertar do que vem de fora, não permitindo que entre e tome conta do que é natural para cada um/a. É um ato de liberdade, de manter a mente livre de valores que, embora pareca ser essência, não o é. O que é construído pode ser nosso, mas sem dúvida há um grande conteú
do de valores da sociedade, que em sua maioria das vezes impõe arbitrariamente, que se instala sutilmente. Nos faz pensar que tal coisa ou ação é algo natural ou proibido. Ou seja, instala no próprio ser um limite natural que o inibe de pensar e agir de uma forma diferente. E quando esse sujeito ultrapassa esta fronteira se vê passível de julgamento e proibição, pois avançou a um ponto proibido e que extravasa o que é “natural”. Faz parte de um processo de impor limites ao ser humano, uma tentativa de manter a ordem a partir de leis e normas que prendem e enclausuram pensamentos, palavras e ações.“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda” (Trecho do filme Ilha das Flores de Jorge Furtado - 1989)
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