Nem sempre a intenção vale a pena. Estar certo do que se diz, do que se pensa e se deseja é um passo para arriscar não errar. Arriscar não errar é um passo em busca da perfeição. A perfeição tal quel imaginamos não existe. A perfeição não existe pois somos seres humanos. Somos seres humanos pelo simples fato de sermos imperfeitos/as. Mas quem diz que essa tal perfeição é algo boa e desejável por todos/as?
Platão afirmava que o ser humano se completa a partir de dois pensamentos: o politico e o ético. Este tem uma alma que está dividida em 3 partes: os impulsos e desejos; valores e moral e por fim, a razão. Essa felicidade pode ser encontrada através da educação que favorece o bem viver entre o indivíduo e a sociedade. Aqui a filosofia se apresenta como uma posibilidade de provocar mudanças no ser humano, como um elemento que contribui para refletir sobre as palavras e ações humanas. Para ele a felicidade é uma contínua e eterna busca do ser e ela pode ser conquistada através do bem.
Na verdade se paramos para pensar a felicidade está dentro de cada ser, de cada homen e de cada mulher. Conquista que vem de dentro, de se libertar do que vem de fora, não permitindo que entre e tome conta do que é natural para cada um/a. É um ato de liberdade, de manter a mente livre de valores que, embora pareca ser essência, não o é. O que é construído pode ser nosso, mas sem dúvida há um grande conteú
do de valores da sociedade, que em sua maioria das vezes impõe arbitrariamente, que se instala sutilmente. Nos faz pensar que tal coisa ou ação é algo natural ou proibido. Ou seja, instala no próprio ser um limite natural que o inibe de pensar e agir de uma forma diferente. E quando esse sujeito ultrapassa esta fronteira se vê passível de julgamento e proibição, pois avançou a um ponto proibido e que extravasa o que é “natural”. Faz parte de um processo de impor limites ao ser humano, uma tentativa de manter a ordem a partir de leis e normas que prendem e enclausuram pensamentos, palavras e ações.“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda” (Trecho do filme Ilha das Flores de Jorge Furtado - 1989)
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